MEME – “8 sonhos que a gente tem que realizar antes do grande encontro com Deus”
Regras:
• Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir embora daqui;
• Passar o meme para 8 pessoas;
• Comentar no blog de quem lhe passou o meme;
• Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “intimação”;
• Mencionar as regras.
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Então os tempos mudaram e as enquetes que a gente fazia nos cadernos todo fim de ano, com uma pergunta por página e espaço pros colegas responderem se “já beijaram”, se transformaram em “memes” que a gente reproduz no nosso diário virtual e quem quiser que copie e cole e faça sua versão?!
Hmmm… entendi…
Lá vai então, fiz a minha listinha. E foi mais fácil do que eu esperava, afinal sou mestra em fazer planos, aquelas listinhas de realizações-pro-ano-novo são comigo mesmo…
1] Ser Bailarina de verdade. Ponto. É o item mais importante, e se for o único a se realizar, morrerei feliz da vida. Minha existência terá sido plena, vou direto pro próximo nível no jogo das encarnações: missão cumprida!
2] Quero uma tatuagem desenhada pela Marcia Tiburi, pode ser? Esses dias tive uma epifania e eu, que sempre pensei em possíveis tatuagens das quais desencanei pouco tempo depois, visualizei não uma, mas quatro tatoos das quais nunca me arrependerei. Uma pra cada elemento: Ar, Água, Fogo e Terra. Cada uma num lugar estratégico, com as devidas correspondências e desenhadas pelas mulheres mais incríveis. Quando pensei no Fogo, imediatamente pensei na duas vezes ariana, filósofa, artista plástica, feminista, musa-Tiburi. Espero que ela leia este texto um dia, isso aliviaria em muito a parte em que eu, absolutamente no nada, apareceria e “hei, Marcia, sou sua fã! Desenha uma salamandra prá mim?!”. Em último caso, ainda tem a lagarta na capa d’A Mulher de costas– cá pra nós, lagarta… salamandra… é tudo meio primo, né…
3] Aprender Inglês de verdade. Ah!, e britânico, que é tudo de lindo… Eu só sei o verbo “tóbi”, como diz um professor… e o meu irmão já foi professor do CNA. Meio chato, né? Mas não é por isso não, nem rola uma competição. Eu realmente quero aprender, saber Inglês é fundamental; e vou poder ler Shakespeare no original; vou assistir filme sem legenda… etc etc etc.
4] Aprender Francês! Porque é chique bagarai, falaí! É lindo de se ouvir; eu vou ler as obras de Sociologia no original; vou assistir filme sem legenda e… e… Ah!, e vou poder ir pra Paris sossegada, encontrar com a Maíra naquele café pra onde ela vai, juntar minhas olheiras profundas à boina dela, e discutir qualquer coisa com ares de afetação.
5] Conhecer a Irlanda. Visitar castelos, ver duendes, comemorar sabbats, berber muita cerveja preta nos pubs, sentindo-me uma beleza exótica no meio na ruivarada. eeeee (olha só, hoje é Samhain^^)
6] Ver um show do Depeche Mode. Os caras vieram pra cá quando?… 94?! Eu era então uma tranqueirinha de seis anos… não vale. É a única banda pela qual eu dormiria em fila, venderia órgãos pra comprar ingresso, e todas essas coisas fofas que as pessoas fazem por seus ídolos. Um dia eu verei as dancinhas do David Gaham e as asinhas de anjo do Martin, tudo ao vivo.
7] Aprender a tocar um instrumento. Eu tentei aprender violino quando era mais nova, mas o cachorro da vizinha latia toda vez que eu treinava, e a minha própria cachorra ficava desesperada pra sair do quarto quando eu começava a tocar. Teve até uma vez em eu paralizei uma lagartixa! A coitadinha ficou estática durante horas mesmo depois de eu ter parado com a “música”. Na aula, depois de mostrar o “Brilha, brilha estrelinha” pro professor, ele dizia: “Uhn…ok. Vamos tocar bonitinho agora?!”. E a minha mãe nunca falava nada, fingia que aquilo nem estava acontecendo, mesmo meu violino tendo um som extremamente forte. Se eu ficasse no meu quarto arrotando, talvez ela dissesse “Saúde, querida!”, “Que som interessante!”, mas o “brilha, brilha” era melhor deixar quieto… Seja como for, uma coisa o professor teve que reconhecer: eu tinha ouvido! Tanto que a cada nota eu fazia uma careta diferente– pelo menos eu tinha noção do horror. Rs*
Eu quero entender a música pelo ponto de vista de quem faz/executa a música – eu entendo como quem dança, e quando eu ouço uma eu imagino movimentos… Só que nem toda música dá pra dançar (pelo menos não com os recursos que eu tenho por enquanto– o ballet é apenas um dos inúmeros códigos na dança), então eu quero conseguir escutar música de outros jeitos, valorizando outras coisas…
8] E, por último, o sonho mais louco e distante, que eu não tenho a menor idéia de quando ou como acontecerá: ter um filho. Não vou nem comentar muito, porque isso já rendeu mais incredulidade do que eu estava afim de agüentar. Um dia será, e pronto. Enquanto isso, eu curto muito ser madrinha– que é, se você pensar bem, a parte light da maternidade…